• Categoria: TDAH
  • Escrito por JOSÉ HERCULES GOLFETO e AUGUSTO BRANDÃO D`OLIVEIRA
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Estudo da prevalência de sintomatologia depressiva e do risco suicida em escolares de Ribeirão Preto e seis cidades da região, avaliados pelo CDI

Resumo

Lupa_art_golfetoO Inventário de Depressão Infantil1(CDI) é um questionário de auto-relato que mensura a sintomatologia depressiva na infância e adolescência e risco suicida. Os objetivos da presente pesquisa foram estimar a prevalência da sintomatologia depressiva e a taxa de risco suicida em escolares da cidade de Ribeirão Preto e seis cidades da região. Utilizamos para tal o CDI adaptado e normatizado por Gouveia 14, adotando o ponto de corte de 17. Do total de formulários aplicados, foram aproveitados apenas aqueles totalmente preenchidos, dentro da faixa etária de 6 a 18 anos, e cujos responsáveis entregaram o termo de consentimento requerido. Em função disso, a amostra foi reduzida para 5974 escolares. A prevalência estimada da sintomatologia depressiva foi de 6,46%. A taxa de risco suicida para a cidade de Ribeirão preto foi de 26,86% e para outras seis cidades foi de 25,46%. Esse estudo não mostra diferença estatisticamente significativa entre as sete cidades. Estudamos a dependência da idade e do sexo, de acordo com a variação da pontuação do CDI.

O transtorno depressivo é considerado atualmente como um dos mais frequentes distúrbios psiquiátricos de nossa época1. Esse transtorno não tem uma causa específica, pois como na maioria dos transtornos mentais, o mesmo é relacionado à multifatores biopsiquicosociais que se interrelacionam e geram os sinais e sintomas depressivos, que pode ser influenciado, na sua etiologia, evolução e tratamento2. Desta forma, o clínico ao examinar esses pacientes deve estar atento para todas variáveis possíveis, com o objetivo de desenvolver o diagnóstico mais objetivo e preciso para aplicar o tratamento adequado. A ocorrência de sintomas depressivos pode estar associada a diferentes transtornos como, por exemplo, as disfunções da tireóide, do pâncreas, cardiopatias e transtorno de déficit de atenção, as dificuldades acadêmicas, disfunções de ordem sexual, droga adicção, transtornos de conduta, de ansiedade, pânico, alimentares, quadro clínico esse com altos níveis de comorbidade, ou seja, outros transtornos associados, 2,3. Essas comorbidades além de agravar o transtorno depressivo, levam a maior dificuldade diagnóstica e também são fatores agravantes para risco suicida muita vezes presente na depressão4,5. A detecção precoce da sintomatologia depressiva e risco suicida em crianças ou adolescente pode evitar que venham a desenvolver quadros graves ou levar a maior severidade evolutiva das comorbidade presentes, com prejuízos no convívio social, no ambiente escolar, familiar e possível concretização do suicidio6. Quanto aos métodos existentes para o diagnóstico da patologia depressiva e do risco suicida infanto-juvenil, a história de vida de cada paciente contada por pais ou responsáveis, é ainda o principal instrumento diagnóstico, embora, esse instrumento tenha a desvantagem de maior dispêndio de tempo e financeiro. Para facilitar a identificação de provável diagnóstico e indicar encaminhamento para avaliação clínica com maior presteza, existem vários questionários que rastreiam a sintomatologia depressiva7. Para tanto, as escalas de medida de transtorno psiquiátrico atualmente começam a ser mais utilizadas do que a avaliação clínica. Entretanto, a avaliação clínica, continua sendo soberana para o diagnóstico e tratamento. Esses instrumentos de rastreio diagnóstico permitem ganho de tempo, por serem estruturados e especificamente construídos para sintomatologia que se quer estudar, evitando assim que o entrevistado responda sobre outros transtornos psiquiátricos, saindo do foco de interesse da pesquisa7. A escala de medida da sintomatologia depressiva mais freqüentemente citada na literatura e utilizado como instrumento de rastreio é o Inventário de Depressão Infantil8 (CDI) como descrevem vários trabalhos publicados8,9,10 .O CDI é questionário de auto-relato que mensura a sintomatologia depressiva e o risco suicida na infância e na adolescência11. No presente estudo, optou-se pelo CDI, por este ser empregado como instrumento de rastreamento na identificação de crianças e adolescentes, de auto-avaliação como as alterações afetivas, de humor, da capacidade de sentir prazer, das funções neurovegetativas, e de outros comportamentos interpessoais como o risco suicida12,13. O objetivo da presente pesquisa foi estimar a prevalência da sintomatologia depressiva e a taxa de risco suicida em escolares da cidade de Ribeirão Preto e cidades da região, comparando os resultados obtidos de Ribeirão Preto, com a mesma metodologia, com os resultados de seis outras cidades.

MÉTODO

Utilizamos o CDI adaptado e normatizado por Gouveia14, adotando o ponto de corte de 17. Do total de formulários aplicados, foram aproveitados apenas aqueles totalmente preenchidos, dentro da faixa etária de 6 a 18 anos, e cujos responsáveis entregaram o termo de consentimento requerido assinado. Em função disso, a amostra foi reduzida para 5974 escolares. O questionário aplicado em cada sujeito foi monitorado pelos entrevistadores neutros do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP.

RESULTADOS

A prevalência estimada da sintomatologia depressiva para as sete cidades foi de 6,46%. A Tabela 1 mostra os resultados das prevalências para Ribeirão Preto e para cada uma das seis cidades da região.

tabela01

A Tabela 2 mostra os resultados das prevalências da sintomatologia depressiva dos sujeitos de 6 a 18 anos de idade para Ribeirão Preto e para cada uma das seis cidades da região.

 

Tabela02

Consideramos os dados para Ribeirão Preto e para as seis cidades referentes as faixas etárias de 7 até 14 anos. Para estes dados, aplicamos o teste de chi-quadrado e encontramos que as diferenças são estatisticamente significativas com um nível de significância maior do que 5% (p < 0,001). A Tabela 3 mostra a prevalência da sintomatologia depressiva por sexo para as cidades da região.

Tabela03

Estudamos a dependência da idade e do sexo, pela variação da pontuação total do CDI. A pontuação média dos casos foi 6,46 (DP=5,58). A pontuação média do sexo feminino foi de 6,63 (DP=5,70) e a do sexo masculino foi de 6,27 (DP=5,46). A variação não é estatisticamente significante (p=0,0818, pelo teste de Mann-Whitney).

Realizamos um estudo da ideação, da intenção e do risco suicida em nossa amostra de Ribeirão Preto, e em seguida nas seis cidades da região, usando para tal a questão 9 do CDI. Para esta questão, há três respostas possíveis: zero (ausência de ideação suicida), um (presença de ideação suicida), e dois (intenção suicida). O risco suicida é a soma da ideação suicida com a intenção suicida. Considerando os valores das prevalências para os sexos masculino e feminino, para as seis cidades, aplicando o teste do chi-quadrado, foi encontrado que as diferenças são estatisticamente significativas com um nível de significância maior do que 5% (p<0,001)

A tabela 4 mostra a intenção , a ideação e o risco suicida nas sete cidades.

Tabela04

Em relação aos casos de Ribeirão Preto, observou que dos 175 sujeitos que atingiram a nota de corte, 24% assinalaram o item 2; 52%, o item 1 e 24%, o item zero. Obteve-se assim, 2,67% dos casos com risco suicida. Na população que não atingiu a nota de corte, 1,25% (35 casos) escolheram o item 2; 22,40%, o item 1 e 76,35%, o item zero.

Considerando os valores mostrados na Tabela 4 para a ideação e a intenção suicida, das sete cidades, encontramos que as diferenças são estatisticamente significativas com um nível de significância maior do que 5% (p < 0,001).

Tabela 5 mostra os dados do item 9 do CDI: Intenção, Ideação e Risco suicida nas diferentes faixas etárias, calculados para as seis cidades e também com a inclusão de Ribeirão Preto.

tabela05

A amostra foi de 5974 escolares com idades entre 6-18 anos. Do total, 2867 são de Ribeirão Preto e tem idades entre 7-14; 3107 são das outras seis cidades e tem idade entre 6-18. Considerando apenas a intenção suicida e a ideação suicida do total das seis cidades, e comparando com os valores de Ribeirão Preto, encontramos que as diferenças são estatisticamente significativas com um nível de significância maior do que 5% (p = 0,014).

A Tabela 6 mostra o risco suicida dos casos com e sem sintomatologia depressiva.

Tabela06

A Tabela 6 amostra que 78.38 % dos não casos não apresentam risco suicida, mas 21.62% dos não casos apresentam risco suicida. Analogamente 20.77% dos casos de depressão não apresentam risco suicida, mas 79.23 % dos casos apresentam algum risco suicida (ideação + intenção). Considerando a ausência (resposta zero) e o risco suicida (soma da intenção com a ideação suicida) para os nãocaso (CDI < 17) e comparando com os respectivos valores para os casos de depressão (CDI >= 17), para a amostra total correspondente à união das respostas de Ribeirão Preto com as seis cidades, encontramos que as diferenças são estatisticamente significativas com um nível de significância maior do que 5% (p<0,001).

DISCUSSÃO

Segundo a literatura o transtorno depressivo na infância e na adolescência é muito freqüente, afetam de 3% a 8% da população4,5. Os resultados obtidos nessa pesquisa da taxa de prevalência depressiva nas cidades de Ribeirão Preto e cidades da região foi de 6,46%, ela está de acordo com a literatura1,2,12 e a variação da mesma entre as cidades não é estatisticamente significante como mostra a tabela 1. A tabela 2 aponta maiores taxas de sintomatologias depressivas nas idades de: 6 e 7 anos e para a faixa etária entre 12 a 15 anos de idade para as seis cidades. Em relação a esses dados pode-se inferir, exemplificado com algumas descrições das fases de desenvolvimento do ser humano, por exemplo: seis anos é o período em que a criança começa a se afastar do ambiente seguro do lar, inicia seu processo de alfabetização e passa a ter maior contato com pessoas desconhecidas o que pode precipitar depressão. Na pré-adolescência e adolescentes é o período que iniciam as manifestações sexuais, formações de grupo que leva as comparações entre si, comparações essas que pode levar a baixa auto-estima, sentimos de inferioridade, ocorre ainda dificuldades de identidades sexuais, conflitos de dependência versus independência, ocorre a variação hormonal e para o sexo feminino os vários fatores relacionados como à menarca3,15 , entre outros conflitos próprio dessa faixa etária; e esses podem ser fatores de risco para a sintomatologia depressiva. Entretanto para a cidade de Ribeirão Preto as taxas de sintomatologia depressiva não mostram diferenças entre as diversas faixas etárias. Os dados da pesquisa mostram diferença estatisticamente significante entre a cidade de Ribeirão preto e as seis cidades da região. Este instrumento mostra que o risco de suicídio também pode ocorrer nos sujeitos que não apresentam sintomatologia depressiva. As diferenças da sintomatologia depressiva por faixa etária e por sexo encontrado no presente trabalho (conforme Tabela 3) são compatíveis com as inferências de observação clínica, em que as meninas adolescentes apresentam mais sintomas depressivos em relação aos meninos, como é descrito em outros estudos publicados17,18. Entre os meninos, não houve diferença significantemente estatística entre as faixas etárias, o que também é apontado por outras investigações18,20. Segundo esses autores, no período da adolescência, as meninas apresentam mais sintomas depressivos internalizantes como sentimento de culpa, baixa auto-estima e sentimento de perdas em relação às crianças do sexo masculino. Esses sintomas internalizantes podem não ser identificados na aplicação do CDI e por serem sintomas subjetivos de difícil compreensão para a própria criança o que pode ser explicações para ajudar entender parte dos resultados encontrados. A tabela 4 mostra uma diferença significativa de risco suicida para os sujeitos com sintomatologia depressiva. A tabela 5 e 6 mostra taxa de risco suicida de 21,62% para os não casos, ou seja, para a população que não atingiu a nota de corte também corre risco suicida. Essas tabelas mostram um nível de significância estatística maior quando se considera a intenção suicida e a ideação suicida das seis cidades e comparada com os valores de Ribeirão Preto. A ideação suicida, a intenção suicida e o risco suicida avaliados pelos CDI são possibilidades suicidas que podem alertar os pais, professores e profissionais que trabalham na área de saúde mental no sentido de prevenção do mesmo e mostra a severidade do risco suicida nas depressões e na população estudada. Essa diversidade nos resultados sobre a prevalência de sintomatologia depressiva e risco suicida pode ser decorrente das diferenças sócio-econômicas e culturais, variações na faixa etária das recorrências de crise depressiva e de tentativas de risco suicida, comorbidades e pela natureza complexa de outras variáveis de difícil percepção pelo CDI16,17,18. O estudo não está isento de limitações, utiliza-se uma amostra de conveniência que sugere, assim como outras validações, que os resultados não podem ser generalizados, nem mesmo para o universo que fazem parte os participantes da amostra. Além disto, empregam-se aqui estatísticas estritamente exploratórias, nessa direção poder-se-ia utilizar análises mais sofisticadas e de caráter mais confirmatório, como exemplo, a Análise Fatorial Confirmatória que é baseada em modelagem por equação estrutural e que possibilitaria testar a estrutura fatorial derivada de outras validações no Brasil13, 21.

CONCLUSÃO

A sintomatologia depressiva não pode ser considerada um fenômeno transitório, sendo importante estar atento aos sintomas manifestados nas faixas etárias, pois os sintomas e sinais mudam com a idade e se modificam com o tempo, variação essa que não é detectado pelo CDI. A avaliação psiquiátrica deve intervir na sintomatologia rastreada pelo CDI que tem sua eficácia para o diagnóstico clínico e atuar na prevenção secundária. Os altos escores de risco suicida encontrado pelos autos relatos desses estudantes mostram a importância do investimento de pesquisa em saúde mental. A despeito de possibilidades futuras, é importante que esta pesquisa seja replicada em outros contextos. Seria igualmente satisfatório considerar amostras heterogêneas, incluindo crianças e adolescentes de diferentes cidades, níveis de escolaridade e classes sociais. Sugere-se empregar procedimentos de modelagem por equações estruturais com o propósito de confirmar a estrutura unifatorial do CDI. Além disso, seria útil checar a invariância fatorial dessa medida em diferentes grupos como, por exemplo, crianças e adolescentes do sexo masculino e feminino de diferentes regiões do Brasil. A presente pesquisa planejou este estudo para adaptação e verificação de evidências de validade de construto e consistência interna do CDI numa amostra de escolares que residem em cidades do interior do Estado de São Paulo.

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